Sócrates, o verdadeiro

Porque o outro é José!

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A mediocridade parlamentar volta a atacar

a 20 de Junho de 2010

A recente proposta de duas deputadas do Partido Socialista relativamente à mudança nos feriados nacionais, assim como a intenção de voto a favor de alguns grupos parlamentares, são mais uma prova da mediocridade a que a Assembleia da República e Portugal está entregue.

Na minha inocência, até há alguns anos, julgava que para se ser deputado seria necessário ter-se uma capacidade acima da média, nomeadamente capacidade intelectual para conseguir redigir boas propostas, prevendo possíveis problemas com as nossas próprias ideias e assim melhorando sucessivamente as mesmas (portanto, fazer uso da dialéctica). Infelizmente hoje em dia sei que qualquer aborto intelectual pode chegar a deputado, muito por culpa do podre sistema eleitoral e o sistema de listas, assim como da atitude que muitos têm relativamente às eleições e aos partidos (qual jogo de futebol e o nosso clube).

Mas afinal porque é que a proposta é má?

Primeiro porque a desculpa que as pontes fazem mal à economia é esfarrapada, partindo do princípio que não são tolerância de ponto. Porquê? Porque a pessoa tira um dia de férias naquela altura que não irá usar mais tarde (é troca por troca), sendo que se cada serviço privado ou público assegurar o mínimo de serviços, só mesmo em actividades profissionais sazonais ou que são dependentes de outros factores (especulativos ou não) é que poderá haver maior (ou menor até) perda que se o quadro todo fosse trabalhar normalmente. Além do mais, esquece-se muita gente que o Turismo nacional não sai a perder com estes fins-de-semana prolongados.

Segundo porque a desculpa que assim se evita que as pessoas tirem férias na sexta-feira ou segunda-feira (dependendo se o feriado é à quinta-feira ou à terça-feira) é só mesmo de quem não se dá ao trabalho de reflectir um pouco. Então o que me impede de tirar um dia de férias à quinta-feira ou à terça-feira em cada um dos casos (mover o feriado para sexta-feira ou antecipar para segunda-feira) e assim resultar no mesmo número de dias sem ir trabalhar actual?

Preocupem-se é em acabar com a tolerância de ponto nesses casos e deixem as pessoas tirar um dia das suas férias se lhes apetecer (garantindo sempre serviço mínimo, sendo que se necessário revezam-se uns aos outros - nesta ponte tiro eu, na próxima tiras tu).

Quanto aos deputados… Bem, não vos vou maçar mais e não quero correr o risco de ter um aneurisma cerebral, estas situações tiram-me do sério.

P.S.: Querem acabar com feriados, tudo bem, acabem com dois religiosos (afinal Portugal é uma República laica), daqueles que a maioria nem sequer sabe o que comemoram, e ficamos já com tantos ou menos que países como a Espanha, Áustria e Alemanha.

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Mais razões para mudarmos o nosso sistema eleitoral

a 15 de Abril de 2010

Podem ser lidas aqui e aqui. Apenas dão razão aquilo que já tenho vindo a dizer para justificar o meu voto em branco, quando me deixam votar.

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Os esquecidos

a 1 de Março de 2010

Um dossier do London Evening Standard sobre aqueles que a explosão económica Londrina das últimas décadas esqueceu.

Enquanto uns queixam-se de não receberem bónus milionários ou de serem atacados quando os recebem, muitas vezes após a sua instituição declarar prejuízos de milhares de milhões, há aqueles que vivem abaixo do limiar da pobreza, não encontram emprego e nem na morte têm direito à mesma dignidade que todos merecem.

The Dispossessed @ London Evening Standard

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Saúde: o que de bom ainda tem

a 6 de Janeiro de 2010

Apesar de todos os problemas que o nosso Serviço Nacional de Saúde enfrenta, ainda conseguimos ter resultados aceitáveis nos rankings internacionais.

Por quanto tempo mais, face às asneiras que começam a ser cometidas, é algo que só o tempo que dirá…

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Não vou poder votar nas legislativas

a 16 de Setembro de 2009

Não vou poder votar nas legislativas, o que me deixa triste e um pouco abalado.

Irei mudar-me para Londres esta semana, indo viajar para a capital inglesa no Sábado, onde começarei a trabalhar. Como tal dirigi-me à minha Junta de Freguesia para saber como poderia exercer o meu direito ao voto. É com espanto que me informam que apenas poderei votar se me dirigir à assembleia eleitoral onde actualmente estou registado (Santo António dos Olivais em Coimbra) e indicam-me um livrinho da Comissão Nacional de Eleições (CNE) onde se pode ler o seguinte na página 6:

12. No dia das eleições estou de férias ou em trabalho longe da minha residência habitual: posso votar antes do dia das eleições?

Não. O voto antes do dia das eleições é uma excepção à regra do voto presencial na assembleia eleitoral e só é permitido a grupos restritos de eleitores.

Apenas podem votar antecipadamente militares, agentes das forças de segurança, trabalhadores marítimos, aeronáuticos, ferroviários e rodoviários de longo curso, e os membros das selecções nacionais que estejam impedidos de se deslocar à assembleia de voto nas circustâncias previstas na lei.

Podem ainda votar antecipadamente eleitores presos e os doentes internados.

Decidi ligar então para a linha verde do CNE, tendo sido encaminhado para o departamento jurídico onde me confirmaram que assim era e não poderia votar antecipadamente ou na embaixada/consulado porque o período de recensamento nos mesmos termina 60 dias antes do acto eleitoral.

Ora eu apenas há alguns dias tive a confirmação do meu contrato de trabalho em Londres, pelo que não podia de forma alguma recensear-me, tendo no entanto que começar a trabalhar em Londres nesta semana anterior às eleições legislativas. Eu nem quero votar antecipadamente, se quiserem voto no consulado, eu apenas quero votar sem ter que dispender centenas de euros em viagens.

E assim se toma consciência que há cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª. Quem tem dinheiro e  disponibilidade horária para uma visita relâmpago a Portugal apenas e só para votar e quem não o tem. Há aqui claramente uma grosseira falta de respeito pelos direitos constitucionais das pessoas ao não ser considerada esta excepção como são consideradas outras.

Enviei uma mensagem por correio electrónico aos partidos assim como a algumas personalidades políticas, no entanto devo dizer que não tenho grandes esperanças. Quando se debate a abstenção, é desmotivador deparar-me com esta situação.

Haja paciência e persistência para resistir a tanta agressão quando apenas se quer ser um bom cidadão.

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“Portugal é um grande caso BPN”

a 13 de Agosto de 2009

Medina Carreira no “Negócios da Semana” da SIC Notícias

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António Marinho Pinto @ Boa Noite Alvim

a 28 de Julho de 2009

Uma entrevista bastante interessante a António Marinho Pinto no Boa Noite Alvim.

Também o Expresso publicou recentemente uma outra entrevista, intitulada “A torto e a direito“.

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‘O nosso presente e o nosso futuro’

a 18 de Julho de 2009

Porque é necessária a mudança para melhor na política, na economia, na sociedade, na saúde e na educação.:

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Bipolaridade política?

a 2 de Julho de 2009

Por vezes os políticos parecem ser bipolares: quando estão na oposição criticam algo, que vão fazer logo que chegam ao poder e voltam a criticar quando voltam para a oposição. O mais estranho é a população permitir este circo, hipocrisia e falta de coerência (aliás, não é nada estranho…).

Negócio: venda da rede fixa à PT aperta Ferreira Leite @ i

A venda da rede básica de telecomunicações à Portugal Telecom (PT) por 365 milhões de euros, quando o valor contabilístico da mesma era, à época, de 2,3 mil milhões de euros, foi uma das formas encontradas por Ferreira Leite para controlar o défice português em 2002. A urgência em encontrar receitas extraordinárias, à imagem do que viria a acontecer no ano seguinte com a venda de créditos fiscais ao Citigroup - por cerca de 10% do seu valor - pressionou o governo a fechar este acordo com a operadora de telecomunicações.

(…)

No comunicado do Conselho de Ministros (PSD-CDS) de 11 de Dezembro de 2002, onde foi tomada a decisão, lê-se porém que a operação “representa não apenas uma evolução natural do mercado das telecomunicações nacionais, como constitui uma medida de boa gestão financeira do Estado“.

(…)

PSD reage A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, contestou ontem as afirmações de Henrique Granadeiro sobre a venda da rede fixa à Portugal Telecom [ver texto ao lado]. “A decisão política já estava tomada pelo governo socialista do engenheiro António Guterres quando cheguei ao Ministério das Finanças”, afirmou em reacção à notícia do i.

Porém, fontes ligadas à PT e ao regulador das comunicações, a Anacom, que estavam em funções em 2002, garantiram ao i que, mesmo herdando uma decisão política como a venda da rede fixa, a ministra das Finanças eleita em Abril de 2002 poderia facilmente ter renegociado ou cancelado a operação, sem custos para o Estado.

E assim andamos nós. Prefiro nem falar muito do caso PT/TVI, onde mais uma vez assistimos à hipocrisia de pelo menos parte da oposição. Ou é porque sabia, ou é porque não sabia, ou era porque autorizava ou era porque vetou… Haja paciência, criticam o que está bem e ou que está mal, parece que andam simplesmente a mandar o barro à parede e a disparar em todas as direcções a ver se acertam alguma (que nem é muito díficil de conseguir,  há muito por onde criticar com razão).

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Golpe de estado durante as eleições iranianas?

a 18 de Junho de 2009

O i e a Euronews dão conta de um documento secreto do Ministério do Interior Iraniano, apresentado no Parlamento Europeu em Bruxelas por cineastas iranianos, que atribui a vitória nas eleições ao candidato da oposição Mousavi com 19 milhões de votos, contra 13 milhões para Karoubi e apenas 5 milhões para Ahmadinejad (que foi declarado vencedor).

A veracidade do documento não foi, até agora, comprovada. No entanto, segundo o Guardian, o responsável pela fuga deste documento morreu, em circunstâncias suspeitas, num acidente de viação.

Ligações:

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