Sócrates, o verdadeiro

Porque o outro é José!

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Ao que chegámos na enfermagem…

a 8 de Dezembro de 2008

Parece que o Hospital Joaquim Urbano anda a propor a enfermeiros irem trabalhar para lá. Seria um passo em frente sabendo nós que há falta de enfermeiros em alguns hospitais (para não dizer muitos). O curioso é que andam a fazê-lo tendo por base o voluntariado, isto é, pagando nada por serviços de enfermagem, jogando assim com o desespero de algumas pessoas em adquirir experiência.

O que me surpreende (ou não) é que há pessoa que aceitam pagar para trabalhar (sim, porque as deslocações não são pagas), apenas para ganhar experiência. Quando será que algumas pessoas neste país ganham uma coluna vertebral e deixam de prestar vassalagem, rebaixar-se perante exploração gratuita e defendem os seus direitos? 

A forma como alguns hospitais e unidades de saúde se tentam aproveitar das más políticas seguidas nesta área para assim poupar uns trocos é desprezível. Se querem que alguém faça um serviço, paguem por ele.

Quando é que veremos milhares de enfermeiros a unirem-se como vemos lá fora? Quando é que veremos as pessoas a negarem-se a ser exploradas ou ver outros serem explorados e sacrificam um pouco o dia de hoje para que o amanhã seja melhor e mais justo?

Realmente, cada vez mais, o futuro está lá fora.

etiquetas: Portugal, enfermagem, saúde

3 comentários

  • 1 Lifepassenger // Dez 10, 2008 at 13:25

    Parabéns pelo Site!

    Linkado ao Cogitare em Saúde e partilhado o Post.

  • 2 Socrates // Dez 10, 2008 at 22:04

    Obrigado :).

    Parece que agora até nos estágios profissionais já há quem os faça de borla, fazendo hospitais dispensarem pessoas que os iriam fazer remunerados.

    Realmente, isto anda a descer a um nível muito baixo.

  • 3 bruno // Dez 10, 2008 at 22:15

    Há dias que estou para comentar isto. Entretanto surgiu um texto que, melhor que eu alguma vez escreveria, reflecte a forma como penso.

    O que vou transcrever pode ser encontrado aqui:
    http://anonimosecxxi.blogspot.com/2008/12/perplexidade.html

    Diz o seguinte:

    Perplexidade?!
    Estaria perplexo, como tanta e tão boa gente estará, com as posições deste governo, mormente na área da educação, se não tivesse uma interpretação que me parece confirmada a cada passo. Consciente ou inconscientemente, este governo cumpre a missão que lhe está incumbida pelo poder económico: transformar os direitos em negócios. O direito à saúde e o direito à educação (inscritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de que se assinalam os 60 anos, e na Constituição da República Portuguesa) no negócio da doença e no negócio da preparação de profissionais para as necessidades do aparelho económico-financeiro transnacional. Com a disponibilidade de crédito bancário para os “beneficiários” desses cuidados com a sua saúde e dessa preparação para serem úteis, enquanto empregados ou enquanto desempregados no “exército de reserva”.

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