Sócrates, o verdadeiro

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Genética, sobrevivência, natureza

a 9 de Janeiro de 2009

Nasceu a primeira bebé britânica cujo embrião foi escolhido por estar livre de um gene hereditário que aumenta a probabilidade do desenvolvimento de cancro da mama. Métodos semelhantes já foram usados para assegurar que os bebés que se iriam desenvolver a partir do embrião não iriam mais tarde sofrer de fibrose cística ou a doença de Huntington.

Com o avanço da ciência, em especial da medicina, temos conseguido fazer com que doenças que outrora matariam grande parte das pessoas que a tivessem, deixassem de o fazer. Isto é visto como um avanço, não só científico mas também humano. No entanto há algo que também deveríamos ter em conta: caso se possa identificar a componente genética que faz com que determinadas pessoas sejam mais propensas a ter certos problemas de saúde, com os avanços vamos também permitir que essas pessoas transmitam as suas fraquezas genéticas aos descendentes.

Não sou de forma alguma um fundamentalista da pureza genética. Para mim a resposta não se encontra no extermínio dos “seres imperfeitos”, mas sim naquilo que foi feito para esta bebé.

Temos que ter em conta que ao “enganarmos” a Natureza e não arranjando uma forma artificial de suprimir as fraquezas genética que vão sendo passadas de geração em geração, disseminadas nas populações, estamos a contrariar a evolução natural e possivelmente a colocar em causa a sobrevivência da nossa espécie.

A ideia que se vai gerando é a de que hoje em dia, cada vez nascem mais crianças com determinadas alergias, problemas genéticos, ou existe dificuldade em casais conseguirem ter filhos através do método natural. Não tenho dados suficientes para tirar grandes conclusões, até porque esta sensação que se tem poderá muito bem ser fruto da maior comunicação que existe hoje em dia, dando a ideia que há um crescimento destes problemas relativamente à população mundial quando o que existe é um maior conhecimento dos casos.

Exactamente por isto, dever-se-ia começar a tomar maior atenção a este tema, para que se possa, em primeiro lugar, confirmar ou desmentir esta hipótese e, caso se confirme, adoptar medidas de modo a contornar o problema de forma humana.

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