Sócrates, o verdadeiro

Porque o outro é José!

Sócrates, o verdadeiro header image 1

Da definição de “anormal” (e o casamento homossexual)

a 19 de Fevereiro de 2009

Diz o dicionário da Porto Editora:

anormal

adjectivo uniforme

  1. que se afasta da norma ou da média
  2. que faz excepção
  3. irregular
  4. anómalo
  5. figurado, pejorativo

nome 2 géneros

  1. pessoa que se afasta da norma ou da média
  2. figurado, pejorativo

(Do lat. anormále-, «id.»)

Quando se diz que as relações homossexuais são “anormais”, caso não se esteja a adjectivar segundo o ponto 5  ou nomear segundo o ponto 2 da definição,  não se está a dizer nenhuma mentira a partir do momento que a grande maioria da população é heterossexual (Será? Seria interessante um estudo a confirmar - ou desmentir).

Os génios são anormais, nomear um vencedor específico do Euromilhões e essa pessoa realmente ser vencedora é algo anormal (que se afasta da média, irregular). Como se pode ver, podemos aplicar a palavra anormal sem qualquer intenção pejorativa.

Tendo isto em conta, não acho que se deva levar a mal quando se diz que as relações homossexuais são anormais. Deve-se por outro lado, na minha opinião, exigir o mesmo direito ao estabelecimento de um contrato legal entre duas pessoas a que demos o nome de “casamento civil”.

Se haja quem queira que tal disposição tenha outro nome quando as duas pessoas são do mesmo sexo há duas hipóteses. Podemos tomar a posição educadora e não ceder à birra, podendo atrasar a implementação de tal disposição ou ser-se pragmático, pensando que se os direitos e deveres consagrados em tal regulação são iguais aos do casamento civil tal como hoje existe (entre pessoas que não do mesmo sexo), então não interessa muito o nome que se dá a isso.

Resumindo, neste debate que tem surgido relativamente ao casamento homossexual ambas as partes deveriam ser mais racionais e menos emocionais, na minha opinião.

etiquetas: Portugal

1 comentário

Deixe um comentário