Diz o Público que na Universidade de Lisboa os alunos com mais recursos são maioria nos cursos com médias mais altas.
Apesar de ser algo de que poderÃamos já desconfiar, é bom que seja dito e mais uma vez seja explÃcito que a igualdade de oportunidades não passa de uma fantasia.
É também bom que isto seja dito pois demonstra que o nosso sistema de ensino está a falhar e muito possivelmente pior será quanto menos investirmos em Professores suficientes, que possam seguir de forma mais personalizada cada aluno durante os vários ciclos do ensino (turmas menores e menos trocas de Professores de ano para ano portanto).
Mas também é bom que seja dito para que realmente possa haver uma avaliação justa dos Professores, sem burocracias e que avalie apenas se o Professor tem conhecimentos académicos para ensinar e se realmente sabe ensinar de forma eficiente (pedagogia).
Devemos todos reflectir sobre isto e o impacto negativo que uma polarização ainda maior poderá ter na sociedade, pois quando a generalidade de uma franja da população deixa de ter, à nascença, acesso praticamente generalizado a profissões mais bem pagas, os resultados não são os melhores para a estabilidade social.

2 comentários
1 Bruno // Mar 4, 2009 at 12:16
Sobretudo com o último aumento de propinas durante o governo PSD-PP para o valor máximo (e quase único) de quase 1000€, foi impressionante a quantidade de colegas que vi a precisarem de “adiar” os estudos. Que eu saiba, nenhum deles voltou para a faculdade com sucesso.
Foi indecente como na altura era prometido bolsas para quem precisasse. Elas existiam, mas sob condições que as tornam no geral mera hipocrisia propagandista.
Igualmente indecente é o PS manter estas mudanças do governo supracitado.
É bom lembrar que isto está ligado a um objectivo maior: privatizar o ensino.
2 Socrates // Mar 5, 2009 at 0:16
Sem dúvida.
A maioria das pessoas julgo que ainda não se aperceberam o que, a pouco e pouco, estes últimos governos foram fazendo.
Vai chegar o dia em que sem a maioria saber bem como, só certas classes irão ter acesso generalizado a cuidados de saúde, educação, entre outros.
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