Já se fazem sentir os primeiros efeitos nefastos para Portugal do Novo Acordo Ortográfico, senão veja-se:
O crescente poder negocial dos editores brasileiros e a aplicação do Acordo Ortográfico vão acentuar as graves distorções na publicação de livros em Portugal.
A Relógio D’Ãgua vai lançar uma antologia de J. M. Keynes, A Grande Crise e Outros Textos, antes mesmo de poder divulgar a sua obra principal, A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, a mais importante contribuição para a teoria económica no século XX. Isto porque um editor do Brasil adquiriu os direitos para toda a lÃngua portuguesa e recusou a sua subcedência, por tencionar usar o Acordo Ortográfico para relançar a exportação da obra para Portugal, Angola e Moçambique.
O resto poderá ser lido em “Keynes, Freud, o Brasil e o Acordo Ortográfico” @ Relógio D’Ãgua.
Como já fiz na minha vida académica, até porque os termos técnicos e cientÃficos diferem bastante, sempre que precisar irei preferir a tradução inglesa à feita no Brasil, que para além do já referido, muitas vezes usa vocabulário tradicionalmente brasileiro e desconhecido em Portugal, assim como construção frásica e tempos verbais que só são usados em algumas situações por cá.



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