Por vezes os polÃticos parecem ser bipolares: quando estão na oposição criticam algo, que vão fazer logo que chegam ao poder e voltam a criticar quando voltam para a oposição. O mais estranho é a população permitir este circo, hipocrisia e falta de coerência (aliás, não é nada estranho…).
Negócio: venda da rede fixa à PT aperta Ferreira Leite @ i
A venda da rede básica de telecomunicações à Portugal Telecom (PT) por 365 milhões de euros, quando o valor contabilÃstico da mesma era, à época, de 2,3 mil milhões de euros, foi uma das formas encontradas por Ferreira Leite para controlar o défice português em 2002. A urgência em encontrar receitas extraordinárias, à imagem do que viria a acontecer no ano seguinte com a venda de créditos fiscais ao Citigroup - por cerca de 10% do seu valor - pressionou o governo a fechar este acordo com a operadora de telecomunicações.
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No comunicado do Conselho de Ministros (PSD-CDS) de 11 de Dezembro de 2002, onde foi tomada a decisão, lê-se porém que a operação “representa não apenas uma evolução natural do mercado das telecomunicações nacionais, como constitui uma medida de boa gestão financeira do Estado“.
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PSD reage A lÃder do PSD, Manuela Ferreira Leite, contestou ontem as afirmações de Henrique Granadeiro sobre a venda da rede fixa à Portugal Telecom [ver texto ao lado]. “A decisão polÃtica já estava tomada pelo governo socialista do engenheiro António Guterres quando cheguei ao Ministério das Finanças”, afirmou em reacção à notÃcia do i.
Porém, fontes ligadas à PT e ao regulador das comunicações, a Anacom, que estavam em funções em 2002, garantiram ao i que, mesmo herdando uma decisão polÃtica como a venda da rede fixa, a ministra das Finanças eleita em Abril de 2002 poderia facilmente ter renegociado ou cancelado a operação, sem custos para o Estado.
E assim andamos nós. Prefiro nem falar muito do caso PT/TVI, onde mais uma vez assistimos à hipocrisia de pelo menos parte da oposição. Ou é porque sabia, ou é porque não sabia, ou era porque autorizava ou era porque vetou… Haja paciência, criticam o que está bem e ou que está mal, parece que andam simplesmente a mandar o barro à parede e a disparar em todas as direcções a ver se acertam alguma (que nem é muito dÃficil de conseguir, há muito por onde criticar com razão).



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