“Portugal é o único paÃs onde a austeridade exigiu mais aos mais ao pobres” @ Jornal de Negócios
“Austeridade comparada” @ Pedro Lains
O problema é que a pobreza económica no nosso caso vem acompanhada da pobreza de espÃrito, bem mais perigosa e razão pela qual isto aconteceu, acontece e irá muito provavelmente continuar a acontecer.
O caciquismo dos pobres de espÃrito, que se lixam na mesma e continuam a usar a rédea dos seus mestres, é um desalento ainda maior que o desalento com a falta de nÃvel polÃtico da maioria dos “profissionais”, a quem os “amadores” (como o Rui Tavares, entre outros, poucos) dão lições de como argumentar e agir de forma honesta, descomprometida e tendo em conta o bem da sociedade e das populações, por vezes em detrimento do seu bem estar económico (para quem não sabe, o eurodeputado Rui Tavares em parceria com Miguel Góis, Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela dedica parte do seu vencimento a atribuir bolsas a projectos criativos e cientÃficos [1]).
É inadmissÃvel que deputados  na Assembleia da República não saibam as regras básicas da argumentação, desconheçam ou ignorem a dialéctica, mais parecendo estar a fazer um concurso de quem manda a melhor boca, recebam um ordenado tido como bem recheado (quando comparado com o resto da população) e ainda tenham direito a subsÃdios para pagar a sua estadia em Lisboa (porque não o Estado comprar um prédio com apartamentos tipologia T1 ou T2 para usufruto dos deputados enquanto cumprem o seu mandato e pouparem nos subsÃdios?).
Depois temos os Governantes. Como é que um Presidente da República consegue (à s tantas não consegue) dormir à noite, sabendo que obteve lucro a partir de negociatas de um banco gerido por criminosos e que burlou pessoas, é algo que não compreendo. Ninguém está a pedir ao Sr. AnÃbal Cavaco Silva que devolva tudo, apenas o lucro que obteve com a venda das acções do BPN.
No entanto isto é sintomático, provavelmente há canalhada que já se acha no direito inalienável de ficar com o saque.
A polÃtica em Portugal está podre e a apodrecer o paÃs com ela, com a cumplicidade dos servos deste neo-feudalismo, entretidos com as migalhas, cada vez menos numerosas, que os senhores feudais mandam para o chão.

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